Advogado de direito de Previdenciário RJ divulga notícia sobre a Previdência
RIO – O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil vai se tornar um país com população envelhecida antes de se tornar um país rico. Diante do envelhecimento acelerado, em ritmo muito maior que outros países, Mansueto afirma que não há espaço para transição suave numa reforma da Previdência.
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— O período de transição tem que ser rápido. (…). O Brasil vai se tornar um país com maior proporção de idosos sem se tornar rico — disse ele, ao participar de sessão especial do Fórum Nacional, organizado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.
Em 2015, o país tinha oito pessoas para cada pessoa acima de 65 anos. Em 2040, essa proporção será de quatro pessoas para cada idoso.
Mansueto destacou a importância da reforma da previdência para o controle de gastos públicos não só para os próximos dez anos, mas para os próximos 30 anos. Em sua apresentação, Mansueto ressaltou que a atual crise fiscal é resultado de “uma anomalia e série de erros sucessivos”, que provocou “brutal recessão” que se vive hoje.
— Nossa situação fiscal é gravíssima, semelhante ao de países que passaram por crise bancária, como Portugal e Grécia. Só que não tivemos crise bancária – disse, classificando a trajetória da dívida pública como “explosiva”.
Já o chefe da assessoria do Ministério da Fazenda, Marcos Mendes, afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto dos gastos públicos permitirá a saída de um ciclo vicioso para um ciclo virtuoso na economia brasileira. É esse movimento que permitirá a redução da taxa de juros, que estimula o crescimento econômico.
Na sua avaliação, o ajuste fiscal não pode ser mais feito pela receita, ou seja, com aumento de impostos, mas pelas despesas. Em países com elevado endividamento, esse tipo de ajuste fiscal tem até mesmo efeito positivo no crescimento, diante do ganho de confiança, segundo ele.
— Antes mesmo de completo, (o ajuste) aumenta a confiança dos agentes, aumenta investimento e crédito, dá ânimo para o crescimento e ajuda na arrecadação. À medida que o ajuste se concretiza, a taxa de juros pode cair – apontou Mendes, também presente no Fórum Nacional.
Diante da crise fiscal brasileira sem precedentes, Mendes sustenta que o ponto central é solucionar a crise e voltar a crescer. Ele acredita que está é mais importante política fiscal a se fazer:
— Sem crescimento econômico, não vamos sair de uma situação de país de renda média para renda alta e não vamos conseguir reduzir desigualdade social.
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Fonte: Jornal O Globo