Advogado de direito penal – Jecrim RJ emite notícia sobre acusação de desacato à autoridade
Agentes teriam achado que ele registrava apreensão de mercadorias.
Cozinheiro foi levado para a delegacia e autuado por desacato e resistência.
O cozinheiro Joane Freitas da Conceição, 44 anos, afirma que a curiosidade em relação ao recém-inaugurado Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na segunda-feira (6), lhe rendeu escoriações, uma detenção pela Guarda Municipal e uma acusação de desacato à autoridade e resistência à prisão. Ele diz que fotografava o novo meio de transportes quando foi abordado violentamente por guardas, que achavam que ele estava gravando imagens dos agentes.
Joane estava nas imediações da Praça Mauá, por volta das 15h, quando resolveu fazer fotos e um vídeo da movimentação em torno do novo meio de transporte, que entrou em operação domingo, no Centro do Rio. No mesmo momento, dois guardas municipais realizavam uma apreensão de mercadorias que eram vendidas por ambulantes no local.
Joane conta que os guardas Robson Silva Cordeiro e Luiz Jorge Nogueira Martins o viram de celular em punho e partiram para cima dele. O cozinheiro diz ter sido vítima de socos e chutes, mas na 5ª DP (Mem de Sá), onde o caso foi registrado, ele passou de vítima a agressor.
“Eles acharam que seu estava filmando o trabalho deles e já chegaram me agredindo. Reclamei, mas fui algemado e levado para a delegacia. Lá, eles inverteram a história toda, dizendo que eu é que os havia agredido e desacatado”, disse Joane, que foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e terá que comparecer a audiência sobre o caso no Juizado Especial Criminal (Jecrim), em 21 de setembro.
Ainda segundo o cozinheiro, o próprio policial civil que registrou a ocorrência afirmou que, se os guardas estavam em local público, qualquer pessoa pode filmar ou fotografar à vontade. Em seus depoimentos, porém, os guardas sustentaram a versão de que faziam a apreensão quando Joane e outro homem os ofenderam, gritando que eram ladrões e estariam roubando as mercadorias apreendidas. Ele teria tentado fugir do local de bicicleta, mas caiu, ainda segundo os guardas, por estar “alterado” – o outro homem conseguiu escapar. Por fim, Joane teria oferecido resistência ao ser abordado, recusando-se a ser revistado e levando os agentes a algemá-lo.
A guarda afirma que, segundo o registro da ocorrência feito na 5ª DP, o cidadão foi conduzido para a delegacia após ter desacatado os agentes com xingamentos durante realização de uma operação legal de coerção ao comércio ambulante irregular.
Ainda de acordo com o RO, por conta de resistência à abordagem dos GMs após o desacato, foi necessário imobilizar e algemar o cidadão para que fosse conduzido à delegacia. O caso já está sendo apurado pela Polícia Civil e acompanhado pela Corregedoria da GM-Rio.
Fonte: G1 Rio
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